domingo, 24 de março de 2013

O CORVO

É claro que eu já havia ouvido falar dessa livro, como não poderia? Um nome como o de Edgar Allan Poe não passa despercebido para um apreciador da literatura. Não obstante, eu nunca li a história, mas confesso que depois de assistir ao filme que tem o mesmo nome dessa grande obra, fiquei curiosa. 
Apesar de aparecerem muitos corvos na versão para o cinema, o foco da produção são os cinco últimos dias de vida de Poe. A morte do escritor permanece até hoje um grande mistério.
Atrevo-me a dizer que romancearam um pouco demais o filme. Realmente não creio que os acontecimentos que culminaram com o fim da vida do autor foram tão intensos ou altruístas. Infelizmente, não conheço nada de sua obra para tentar fazer aqui, nessa resenha, um paralelo com a personalidade de Poe ou o seu estilo de escrita.
No entanto, "O corvo" é daqueles filmes que prendem nossa atenção do começo ao fim, transformando Edgar Allan Poe num daqueles heróis românticos do século XIX. Também tem algumas cenas bem sangrentas para os meninos que curtem um pouco de vermelho nas cenas de ação.
Cuidado, aí vem "spoiler"! Se você é daqueles que não gostam de saber o que acontece antes de assistir, pule para o próximo parágrafo! No filme, Poe é obrigado a escrever para decidir o destino da vida de pessoas reais, e não o de mais um de seus personagens, inclusive o dele próprio. E como na vida real, sua morte ainda é um mistério, fiquei imaginando, morta de curiosidade, o que aconteceu de verdade. É isso que Hollywood faz com a cabeça da gente - coloca um monte de fantasia lá dentro. Seria decepcionante se, depois de assistir a essa produção cinematográfica, descobrir que o escritor morreu de  "overdose" (o que é mais provável...).
Enfim, o que aconteceu é que, no mínimo, o filme despertou minha curiosidade literária sobre o autor americano, ainda mais sabendo que ele tinha um rival assíduo que depravou sua imagem de modo assíduo. Definitivamente, seus livros entraram na minha fila de leitura.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

OSCAR 2013

A festa do Oscar de 2013, prêmio máximo do cinema, aconteceu no último domingo, dia 24. Peço desculpas pela demora da crítica, mas aqui está ela.
Minha paixão pela sétima arte é pública e notória e, por causa disso, me atrevo a dizer que, do meu ponto de vista leigo, nem tudo foi perfeito. Não falo aqui do show, que foi realmente um show em todos os sentidos da palavra (só perdendo para o de 2009 que, em minha opinião, será difícil de ser superado), com apresentações de Catherine Zeta-Jones, Adele, Jennifer Hudson, Hugh Jackman, Anne Hathaway, Amanda Seyfried e tantas outras celebridades, além da grata surpresa de um ótimo apresentador, um comediante pouco conhecido. Falo da premiação em si.
Volto a lembrar que escrevo o que sinto e qualquer semelhança de pensamentos é mera coincidência, e toda discordância é válida. 
Para mim, 2012 não foi um ano muito feliz para o cinema, a começar pela produção que ganhou o cobiçado prêmio de melhor filme, Argo. Obra interessante, não nego, o diretor galã Ben Affleck fez um bom trabalho, mas daí a ser indicado como favorito ao Oscar? Achei um grande equívoco.
A hora mais escura, outro grande candidato, chega a ser chato. Outro equívoco.
O Oscar é feito para premiar as grandes produções, aqueles filmes que impressionam pelo trabalho da equipe técnica em conjunto com grandes atores que conseguem se superar. Digo isso porque todos os indicados a melhor ator e atriz, melhor ator coadjuvante e melhor atriz coadjuvante, já são grandes atores, mas superar a sua grandeza é coisa um pouco diferente.
Não vou comentar sobre as produções que ainda não assisti. Dizem que Django Livre é muito bom, assim como O lado bom da vida, mas diziam isso de Argo e A hora mais escura também. A julgar pelo grande vencedor do ano, não tenho grandes esperanças.
Para não dizer que não fiz nenhum elogio, devo dar os parabéns à Academia pela indicação de uma garotinha super simpática de apenas 6 anos de idade que, apesar de pequena, já se revelou uma grande atriz.
Mas 2013 vem aí, e promete. Começamos com A Hospedeira, grande promessa de bilheteria, e o Mágico de Oz também se aproxima. Espero que a 85a Academy Awards dê mais um espetáculo no show do ano que vem, e que esse ano sejamos premiados com verdadeiras obras primas do cinema. Não creio que seja difícil, afinal Hollywood é Hollywood.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

BATMAN, O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

Falar desse filme vai ficar meio repetitivo. Só ia reforçar o que todo mundo anda dizendo por aí: que foi sensacional. E foi mesmo. Não tem como falar outra coisa. O melhor filme da trilogia lançada, sem dúvida alguma. Podem até pensar que seria impossível, depois da atuação épica de Heath Ledger como Coringa no segundo longa, mas para quem acha isso digo: você vai se surpreender. 
Os quase 180 minutos de história parecem ser muitos, mas passam irritantemente rápido demais, e a gente nem sente. Dá para assistir várias e várias vezes e mais uma vez ainda. Christian Bale está excelente e Anne Hathaway, quem diria, na minha opinião foi a melhor Mulher Gato que já houve, superando as anteriores, Michelle Pfeffeir e Halle Beery, talvez porque tenha sido a menos exagerada, ou simplesmente porque é uma boa atriz, mas ainda assim, a melhor. E nem preciso falar, é claro, do sempre impecável Morgan Frreman e do ótimo Gary Oldman.
Tenho até medo de que tentem fazer um quarto filme, para não estragar o impacto deste terceiro. E só para repetir mais uma vez, ressalto: foi sensacional!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

BRANCA DE NEVE E O CAÇADOR (Snow White and the Huntsman)

"Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?". Uma das mais famosas frases das histórias infantis está de volta aos cinemas em Branca de Neve e o Caçador, proferida, dessa vez, por Charlize Theron, que interpreta Ravenna, a rainha má. Sua rival, a linda princesa de aparência singular, branca como a neve, lábios vermelhos como o sangue e cabelos negros como o ébano, é personificada por Kristen Stwart.
Em termos gerais, o filme é muito bom. O diretor Rupert Sanders deu a ele um clima bélico que, apesar de ser baseado em história de criança, deu certo. 
Um ponto, todavia, confunde um pouco, pois Branca de Neve tem dois, e não um príncipe. Aliás, seus pretendentes nem príncipes são. Willian, amigo de infância da princesa é somente um duque que luta por uma causa perdida - derrubar a rainha -, e o outro é um mero caçador, enviado pela própria Ravenna para encontrar a garota, que estava perdida no meio da Floresta Negra.
Algumas de outras histórias infantis parecem que se misturam também, como Rapunzel, já que Branca de Neve passa anos presa em uma torre no castelo. Alice no País das Maravilhas, já que durante sua passagem pela Floresta Negra, Branca aspira um pó que a faz ter alucinações. Até mesmo Harry Potter se faz lembrar - aquelas figuras da mesma floresta não eram igualzinhas aos Dementadores? E os Diabretes?
Fez falta também um beijo mais romântico. Nesse ponto, o filme foi super fiel ao seu original em desenho animado. Tem só um selinho no final.
Quanto aos atores, Charlize está maravilhosa. A pergunta que ela faz ao espelho na parede nem precisava ser feita, uma vez que, apesar de bem mais velha, é muito mais bela do que Stwart. Esta aliás, também está muito bonita, mas continua sendo a Bella de Crepúsculo. As mesmas expressões, o mesmo jeito. Seus pretendentes, no entanto, subiram de nível. Sortuda Stwart que conquistou na produção Chris Hemsworth, o Thor e Sam Clafin.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A PELE QUE HABITO


Não tem jeito. Amodóvar é Amodóvar. Quem gosta, gosta e quem não gosta perde a chance de ter muito o que pensar. A Pele que Habito (La Piel que Habito) é estranho sim, o diretor não pode perder a sua fama, mas é fenomenal. Mostra desde um homem vestido como um tigre, até uma adolescente presa em uma camisa de força, sem falar em uma moça que vive como um vampiro (sem luz e sem espelhos por perto).
Tudo isso, no entanto, conta com a presença hollywoodiana de Antônio Banderas, que não diz uma palavra sequer em inglês durante toda a produção.
O filme é sem dúvida uma excelente dica para quem gosta de cinema mais lento. De qualquer forma, vale muito a pena!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

UM DIA


Triste e depressivo. "Um dia" (One day) resume tudo o que uma pessoa não deve fazer na vida: perder tempo em ser feliz. São 23 anos de negação de sentimento, de não realização e de conformismo contados a partir formatura de Dexter (Jim Sturgess) e Emma (Anne Hathaway). Se o objetivo do autor foi criar um choque de realidade, ele foi alcançado.
Recomendo o filme somente para quem é feliz e seguro de que a vida é bela porque, se não, ele não vale a pena, a não ser que sirva de incentivo para fazer justamente o contrário.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Estréia o último "Harry Potter"


O último filme da saga do bruxinho Harry Potter que há anos faz sucesso, estreou com... sucesso é claro! Segundo o site amocinema.com, Harry Potter e as Relíquias da Morte parte 2 já bateu o recorde de Batman, O Cavaleiro das Trevas e de O Homem-Aranha 3.
Com o novo filme, chega ao fim as produções cinematográficas que deram fama aos atores Daniel Radcliff, Emma Watson e Rupert Grint, o Harry, a Hermione e o Rony, respectivamente. Ao longo de vários anos, acompanhamos extasiados os impressionantes efeitos especiais dos jogos de Quadribol, dos feitiços, da capa de invisibilidade e dos voos nos Trestálios (os cavalos que só podem ser vistos por quem já viu a morte de perto). Também dissemos adeus à Richard Harris, que interpretou o mentor de Harry, Alvo Dumbledore, nos dois primeiros filmes. Os diretores mudaram, mas isso não tirou o sucesso das produções!
Acabou, mas ainda resta curtir esse último filme e comentar muito sobre ele! Foi muito bom!

Veja o post no amocinema.com!

http://amocinema.uol.com.br/news?p_p_id=101UQ&p_p_lifecycle=0&p_p_state=normal&p_p_mode=view&p_p_col_id=column-1&p_p_col_count=2&_101UQ_struts_action=%2Fasset_publisher_unique%2Fview_content&_101UQ_assetId=16927385&_101UQ_redirect=%2Fnews

segunda-feira, 20 de junho de 2011

O turista





Um filme com Johnny Deep e Angelina Jolie já tem todos os ingredientes para dar certo: eles mesmos! Ela é uma mulher perseguida e ele um professor de matemática que se encontram numa viagem de trem. A partir desse encontro, muita coisa acontece...


A história tem muita ação o tempo todo e, é claro, a beleza e o talento dos atores principais. Quem é o misterioso Alexander Pearce e o que Elize (Jolie) esconde? Tente descobrir. Mas aqui vai um aviso: você não vai conseguir!

sábado, 21 de maio de 2011

A Garota da Capa Vermelha


Quem não conhece a história da Chapeuzinho Vermelho não é? Só que esse é para adultos!
A clássica história da menina que usa uma capa vermelha (vivida por Amanda Seyfried na produção) é contada de forma muito inteligente e instigante pela diretora Catherine Hardwicke (a mesma da saga Crepúsculo).
O cenário de uma aldeia às margens de uma floresta sombria e o suspense mantido durante todo o tempo do filme, nos mantém presos e atentos à trama de uma pequena população que vive sob o medo de uma fera que se transforma quando a lua enche... Quem será o lobo?