sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

18ª MOSTRA DE CINEMA DE TIRADENTES

Em 2015 a famosa Mostra de Cinema de Tiradentes completará 18 anos de homenagem à sétima arte.  Artistas e famosos de todo país se sentem lisonjeados em fazer parte desse evento que é o maior do cinema independente brasileiro. E para comemorar a sua maioridade, ninguém menos do que Dira Paes foi escolhida para ser o centro das atenções. Nada mais justo, já que a atriz tem maior representação na telona do que na telinha... Parece que cinema é com ela mesmo!

Para a abertura da Mostra, um filme inédito será exibido, e com grande expectativa (a minha, posso dizer, é genuína!). Do diretor Guilherme Coelho, Órfãos do Eldorado (inspirado no livro de mesmo título, de Milton Hatoum) conta uma história que se passa na utópica fase da borracha na Amazônia, misturando as divagações de um homem atormentado pela obsessiva paixão por uma mulher inalcançável com as lendas amazônicas e a mítica cidade de Eldorado.

No longa, Dira Paes contracena com o excelente ator mineiro, Daniel de Oliveira, que vive o personagem principal. 

De início, posso dizer que o diretor acertou em cheio na escolha do elenco. Resta desejar-lhe boa sorte e sucesso. Eu vou assistir!

quinta-feira, 17 de abril de 2014

DIVERGENTE

Críticas anteriores não falaram muito bem de Divergente, filme adaptado do best-seller da autora Veronica Roth. A revista Veja, por exemplo, trouxe uma delas. Quanto a mim, estou muito certa de que o filme não é ruim, de jeito nenhum, muito pelo contrário. São duas horas e meia de concentração total.

Primeiramente, está muito claro que a história é baseada em outro grande sucesso da literatura e de bilheteria - o excelente Jogos Vorazes -, e isso pode até ser um ponto a favor para Roth e seu Divergente, afinal, porque não pegar carona num trem que corre veloz nos trilhos do sucesso, assim como faz muitas vezes Tris, a personagem principal da história? O problema é quando a cópia é descarada, e isso não aconteceu.

A escolha dos atores, a primeira vista, não me agradou e, realmente, nenhum deles corresponde à descrição feita no livro, mas suas atuações não deixaram a desejar. Tris é uma menina pequena e magricela que começa a ganhar corpo de mulher quando entra em sua nova facção - a Audácia - o que não se pode dizer da atriz Shailene Woodley, que está mais para mulherão do que para garota frágil. Aliás, mulherão deveria ser Christina, sua melhor amiga, interpretada por Zoe Kravitz, esta sim, pequena e magricela e que, ao lado de Woodley, a fez parecer ainda maior e mais forte. Theo James, o Quatro, está bem no papel, e particularmente, achei-o a cara do Cauã Reymond.

No final, pela boa interpretação, relevei esse pequeno detalhe sobre a aparência física dos personagens, até porque, muitos deles são praticamente ignorados no filme. Christina, Will, Al e Peter deveriam ter tido muito mais destaque do que tiveram. E a super vilã Jeanine, que tem duas ou três aparições no livro, apareceu bastante - mas isso, é claro, devemos ao fato de ela ser interpretada por Kate Winslet, então não preciso discutir mais isso.

Mas foi o final que me deixou feliz, porque a seqüência de ação foi uma das melhores que já vi nos últimos tempos. Alguns detalhes que jamais existiram nos livros foram acrescentados ao filme e ficaram melhores - mais um ponto para o diretor Neil Burger - e realmente me deixaram sem fôlego. 

Que o filme poderia ter sido feito com mais cuidado, como a Veja disse, concordo plenamente, mas ainda não cheguei a esse nível de exigência para dizer que ele foi ruim. Eu gostei. E bastante.

sábado, 5 de abril de 2014

OSCAR 2014

Como já passou algum tempo do show do Oscar, resolvi fazer uma crítica coletiva sobre os filmes indicados que eu já consegui assistir, lembrando que o de Gravidade vocês podem ler no post abaixo. Então vamos lá:

Ela (Her)

Amei. Ela é emocionante, porque trata de um tema mais do que atual, de um assunto que diz respeito a como a sociedade está se comportando no mundo contemporâneo - a relação homem máquina.  Mas faz isso de uma forma muito delicada e eficiente, contando, é claro, com o talento de Joaquim Phoenix e a incrível Amy Adams. 

Trapaça

Meu favorito! Pena que foi praticamente esquecido na premiação... Me falaram mal, fizeram propaganda negativa sobre esse filme, mas eu adorei! Interessante e divertido, deu as indicações para Christian Bale, Amy Adams (de novo!) e a sensacional Jennifer Lawrence, que, na minha opinião, deveria ter levado o prêmio de melhor atriz coadjuvante.

12 anos de escravidão 

Muito bom, mas muito triste. Claro, não poderia deixar de ser, já que aborda uma fase muito triste da história da humanidade. Filmes com essa apelação sentimental costumam levar o Oscar, e não foi diferente dessa vez. Fiquei feliz pelo Brad Pitt, que não só produziu, mas também atuou no filme (que bom!). Não seria o meu favorito, no entanto.

Frozen

Acho e sempre acharei as animações da Disney sensacionais, mas confesso que nenhum dos filme mais recentes se compara aos clássicos já tão conhecidos de todos. Claro que existem alguma exceções, como o fenomenal Procurando Nemo e Meu Malvado Favorito. Mas foi Frozen que ganhou o Oscar. Para a minha decepção. Achei o filme bem chatinho e monótono. Foi um sucesso no mundo todo apesar disso. Pessoalmente, considero Meu malvado favorito 2 muito superior e é o meu eleito de coração! 


domingo, 9 de março de 2014

GRAVIDADE (GRAVITY)

      A regra não é geral, mas quando um filme tem uma atriz ou ator concorrendo ao Oscar, geralmente é muito bom. E Gravidade não fugiu a essa regra. Bem feito e bem dirigido, Alfonso Cuarón, vencedor do Oscar de melhor diretor, botou para quebrar! Sim, um diretor mexicano levou o maior prêmio do cinema. Achei digno. 
          Dessa vez, temos Sandra Bullock no papel de Ryan, e a história se passa toda no espaço, perto da órbita da Terra, quando a nave da equipe americana da NASA se vê numa péssima situação ao ser atingida por destroços de um satélite destruído. 
         Minha opinião sempre tende no sentido de que uma atriz que é praticamente a única atriz do filme, e consegue prender o espectador até o final, merece o Oscar. E Sandra Bullock, no mínimo, mereceu, com louvor, a indicação que teve. 
          Apesar de tudo, venhamos e convenhamos que Gravidade é um filme para se distrair, somente. Não há nenhum tipo de reflexão por trás. A única coisa que concluí dele, é que jamais quero sair do planeta!